sábado, 15 de dezembro de 2007

O Natal, por estes dias (II)

Metz (França) - 07.12.07

Uns dias depois

Só hoje, uns dias depois, escrevo sobre o Sporting 3 – Dínamo de Kiev 0 (Polga, João Moutinho e Liedson). A equipa até nem esteve nada mal, mas o ambiente de descrédito e desvario a que os responsáveis (?) deixaram chegar o clube afasta qualquer brilho. Paulo Bento lá se decidiu a meter Adrien a titular, não sei se contrariando ordens de algum dos gestores, se para obedecer mesmo a alguma ordem, se porque de facto acredita que deve colocá-lo a titular (e Adrien a titular parece ser mais do que óbvio). Farnerud por lá andou. E Polga, apesar daquilo que eu escrevi sobre o cão a disparar na caçada, marcou de penalty com um remate estranhíssimo a que algum comentador daqueles de há uns anos talvez chamasse «cesgado» (desconheço o significado); o guarda-redes pareceu desinteressado do lance e a verdade é que foi golo (pode ser que nalguma caçada, algures aí por essas serras e montados, algum cão também consiga a proeza de disparar e, mais, de acertar num coelho ou numa perdiz que estejam a dormir). Alguns adeptos devolveram as camisolas que lhes atiraram; eu não devolvia, mas eles estão no seu direito e não é nenhum conselho, por mais superior que se considere, que pode meter-se a definir o que cada um deve fazer. No fim, fica a sensação de que o Sporting se tivesse gente capaz na gestão podia perfeitamente ter-se qualificado para a fase seguinte da Liga dos Campeões e apresentar a equipa a lutar pela vitória em todos os jogos. Não me parece que tenha. Rui Meireles, ontem, em entrevista ao «Record», falou de haver apenas «yes men», mas eu acho que é pior do que isso (a entrevista é curiosa, tem o que me parecem ser tristes verdades mas também coisas em que por factos a que assisti não acredito).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A bóia

Foi um homem que deixou a bóia naquele lugar. Um velho corcunda que depois se afastou a coxear pela praia fora, com um cão aos saltos e uma gaivota que parecia domesticada. Eu estava um pouco afastado. Fiquei a pensar em quem se poderia salvar nesse dia.

Faz hoje 21 anos

Faz hoje 21 anos que isto aconteceu. Havia pouco mais de um mês que eu tinha começado as aulas na faculdade, em Lisboa, uma cidade que mal conhecia. Foi a primeira vez que entrei no Estádio José Alvalade. Fiquei atrás da baliza onde o Sporting marcou os seis golos da segunda parte (quatro por Manuel Fernandes - na foto a marcar mais um, com Carlos Manuel ao fundo de braços abertos -, um por Raphael Meade e um por Mário Jorge, que já tinha marcado o primeiro golo).

O Natal, por estes dias (I)

Trier (Alemanha) - 07.12.07

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Uma espécie de Ferguson

Como estive fora, pouco apanhei das confusões de Filipe Soares Franco com Carlos Queirós.. De qualquer forma, achei estranho que o treinador tenha sido considerado «persona non grata» (ou lá o que foi) em Alvalade. Não compreendi. O que Carlos Queirós disse de Filipe Soares Franco não tem nada a ver com o Sporting. Esta gente que agora manda no clube confunde tudo e parece gostar das democracias em que todos pensam da mesma forma. Pelo que disse, Carlos Queirós poderá ser considerado «persona non grata» apenas por Filipe Soares Franco, quando muito por toda a família de Filipe Soares Franco. O Sporting não deve ser misturado nestas birras.
Entretanto, recordo aqui um excerto de uma entrevista de Filipe Soares Franco ao «Diário de Notícias» (quatro de Maio de 2007)…
«[DN] Gostaria que Paulo Bento fosse uma espécie de Alex Ferguson do Sporting? Isso é possível numa SAD onde o clube tem maioria?
[FSF] Isso é uma ambição pessoal que, para concretizar-se, precisa de ser correspondida por Paulo Bento e pelos sócios. É evidente que tudo depende de uma mudança cultural no Sporting.»
Dá a ideia de que ter «uma espécie de Ferguson» em Alvalade até lhe agradaria. Mas vejamos agora o que recentemente disse Alex Ferguson, manager do Manchester United, sobre Filipe Soares Franco…
«O presidente do Sporting foi infeliz nos seus comentários e ainda mais ao escolher Carlos Queirós como o alvo. O comportamento de Queirós foi impecável e julgo que o presidente devia retractar-se das suas declarações. Temos uma boa relação com o Sporting e não queremos que seja destruída, mas aquilo que o presidente do Sporting disse sobre Carlos Queirós foi totalmente injusto. Nós não estamos interessados no Miguel Veloso, nem nunca estivemos… A esse respeito a nossa relação com o Sporting tem sido muito boa nos últimos cinco anos. Conversámos com eles sobre Cristiano Ronaldo e fechámos a contratação. O mesmo aconteceu com Nani. Por que razão iríamos agora sondar o jogador se não estamos interessados nele?»
Imagine-se o que seria a vida de Filipe Soares Franco no Sporting se à frente da equipa estivesse «uma espécie de Ferguson»? O que diria essa «espécie» – por cá tão rara – dos sucessivos erros cometidos por Filipe Soares Franco e pelos outros gestores? O que acharia daquela história de preferir o segundo lugar em vez de ser campeão só para poupar nos prémios aos jogadores? O que recomendaria, por exemplo, que se fizesse com Carlos Freitas? E com o próprio Filipe Soares Franco?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Escritores no meu romance (31)

Dinis Machado, Portugal
Viu lá muitos nomes: Octopus, Computer, Mister DeLuxe, Austin, Zuca, Mandrake…
(excerto de «O que Entra nos Livros», página 156)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

«Pessoal», edição de Dezembro

Esta é a capa da revista «Pessoal» de Dezembro; trata-se de uma edição especial. O meu editorial está disponível no blog «Mundo RH».
(clicar na imagem para aumentar)

Os últimos dois jogos do Sporting

Não vi os últimos dois jogos do Sporting, para o campeonato (um a um em casa com o Leiria; Izmailov) e para a Taça de Portugal (quatro a zero ao secundário Louletano; Purovic, Purovic, Vukcevic, Izmailov). Fui espreitando num ou noutro site e até consegui ver o penalty falhado por Polga (mandar Polga ir marcar um penalty é o mesmo que numa caçada entregar a espingarda ao cão para ele disparar). E depois dei com aquela coisa preocupante de o Purovic marcar dois golos de cabeça ao Louletano, o que de certeza vai fazer muita gente pensar que temos um grande avançado; na volta até o próprio treinador vai pensar isso.
O Sporting nos últimos tempos tornou-se desinteressante. Os seus gestores (?), já nem sei se por inépcia, se por brincadeira, se por desvario, se por outra razão qualquer, deram completamente cabo da equipa. A sério que não consigo perceber o que lhes vai na cabeça. Por vezes penso se quererão mesmo as coisas assim, embora não dê para perceber por que é que então não mudam de clube e vão ajudar a gerir o Benfica, o Porto ou até um clube com menos aspirações. Mas noutras vezes rendo-me mesmo à ideia de que a incompetência comanda tudo por estes tempos em Alvalade. Talvez o Sporting devesse ter, além de uma academia de jogadores, uma academia de gestores.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Eu ia escrever sobre a entrevista…

Ia escrever sobre a entrevista do primeiro-ministro ao «Expresso», a parecer de encomenda como uma manhosa que o «Sol» publicou em tempos. Mas não vale a pena; eu não andaria muito longe do que escreveu Pedro Correia aqui (post «O homem perfeito», ilustrado com uma foto do Super-homem; uma de Salazar, aí da década de 40 do século passado, também não ficava mal).

De regresso

Regressam os posts, depois das viagens por terras onde às vezes as luzes ficam assim.