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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Talvez um golfinho

Já na parte final de uma aventura literária em Vila Real de Santo António acontece isto: «Aproximei-me, ficando mesmo por cima de onde ele estava, talvez um metro acima, a distância para o nível da água. Impressionou-me as fuças bem diferentes das dos humanos actuais, ainda por cima arreganhadas, de dentes cerrados, como se tivesse recebido a morte completamente em fúria. Não percebi onde o tinham atingido, mas na cabeça não parecia ter sido. Estava a olhar para o rosto do romano, sem saber bem o que fazer, quando todo o corpo se afundou. Logo a seguir, dei com muito movimento nas águas, que ficaram vermelhas de sangue. Um peixe, algum peixe dos grandes tinha abocanhado o romano. Pensei nos filmes com tubarões. Pensei também se seria correcto dizer peixe no caso de um tubarão. Na volta nem tinha sido um tubarão. Lembro-me de que pensei também num atum.»
É uma história de romanos, que atacam Vila Real de Santo António numa tarde de Verão, a mesma em que eu participo numa sessão literária num dos espaços culturais da cidade. Agora, vendo esta foto, admito a hipótese de não ter sido um tubarão, nem um atum. Talvez um golfinho.
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domingo, 13 de setembro de 2009

Os romanos atacam Vila Real de Santo António

Um excerto do conto – ainda inédito – que escrevi para um projecto da Câmara de Vila Real de Santo António (projecto «Nas Páginas dos Livros»).
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Com sorte talvez algum avião do aeroporto de Faro passasse baixo e assustasse os romanos. Um pássaro enorme haveria de deixá-los de boca aberta e fazê-los fugir, imaginava eu, mas não, pensei logo a seguir, os romanos estavam a ver tantas coisas para eles estranhas e mesmo assim não fugiam, não seria um avião a fazer com que fugissem. E mais… Outra coisa que me ocorreu, se eles tinham chegado ali, àquela cidade, e se tinham chegado àquela tarde de Agosto de 2007, sabia lá eu por que porta do tempo, por que brecha, por que confusão do tempo, na volta eram imunes até a balas, a bombas, ao que se quisesse. Se fossem imunes, aqueles romanos do barco poderiam conquistar o mundo todo, umas dezenas de homens e seria o suficiente para começar um novo império. Logo ali, e desta vez parecendo que com mais planeamento; não começavam num sítio à balda, começavam por uma das pontas do continente, para depois irem crescendo, crescendo, crescendo… Haveriam de passar pela própria cidade de Roma, e haveriam de conquistá-la… Quem sabe onde parariam, eles já fora do barco, a pé, sempre a andar, em conquistas com a sua imunidade a tudo, umas dezenas de homens que facilmente haveriam de arranjar seguidores, coisa que sempre se arranjou em toda a parte, em todos os tempos. Eles também haveriam de arranjar.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mais um bocadinho...

Mais um bocadinho do que aqui aconteceu comigo.
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Um barco cheio de romanos aproximava-se do molhe. E eu no carro a ver, e de repente as poucas pessoas que andavam por ali ao calor a perceberem também o que chegava, e a agitarem-se. Teria o indecente programa «Allgarve» alguma coisa a ver com aquilo? Eu já com uma explicação, a de uma animação turística… Mas com romanos? E as pessoas a agitarem-se. Seria, afinal, outra coisa? E por que é que as pessoas teriam medo? Faria isso parte da própria encenação?
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aconteceu comigo

Isto aconteceu comigo, em Vila Real de Santo António, num conto.
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«Estava a olhar para o rosto do romano, sem saber bem o que fazer, quando todo o corpo se afundou. Logo a seguir, dei com muito movimento nas águas, que ficaram vermelhas de sangue. Um peixe, algum peixe dos grandes tinha abocanhado o romano. Pensei nos filmes com tubarões. Pensei também se seria correcto dizer peixe no caso de um tubarão. Na volta nem tinha sido um tubarão. Lembro-me de que pensei também num atum.»
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