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segunda-feira, 14 de junho de 2010
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Em Monchique
Sexta edição do «Passeio TT Serra de Monchique – Rota da Castanha» (31.10/ 01.11). Mais informações aqui..
(clicar na imagem para aumentar)
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O prémio do Camões
Disseram-me ontem que se o júri do «Prémio Camões» alguma vez «centrar as suas discussões» em escritores de Monchique eu terei boas hipóteses de ganhar. Disseram-me também que se as «discussões» forem «centradas» em todo o Algarve então o mais certo será eu não ter sorte nenhuma e a Lídia Jorge limpar aquilo.
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domingo, 2 de março de 2008
Um caso extremo de compreensão lenta
Na noite da última sexta-feira, durante mais uma sessão da Assembleia Municipal de Monchique, o presidente da câmara anunciou para este fim-de-semana a realização de um workshop (que algumas vezes designou também por «workshoping»); disse ele que era para apresentar as potencialidades do concelho a um considerável número de grupos económicos, cujos representantes tinha convidado para estarem presentes, e disse também que esperava que a iniciativa pudesse resultar em investimentos em Monchique. Disse ainda outra coisa, ou antes, confessou: não tinha compreendido até agora a importância de uma iniciativa como aquela, nomeadamente por falta de tempo. Podia-se admitir isto numa pessoa que estivesse há um ano ou dois no cargo, mas não numa pessoa que estivesse, por exemplo, há quatro ou cinco. E no caso desta pessoa, então, é melhor nem entrar em grandes considerações; está no cargo há vinte e cinco anos.
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sábado, 5 de janeiro de 2008
A praga
Está a fazer 25 anos que tomou posse o actual presidente da câmara da minha terra. Nem vale a pena publicitar-lhe o nome (ao presidente, já se vê, não à terra). É um quarto de século de desleixo, desvario, incompetência e desinteresse. Tem lugar garantido na história, pelas piores razões. Por vezes penso que à entrada da década de 80 do século passado alguém rogou uma praga à minha terra e logo a seguir o homem foi feito presidente. Com sorte, o partido poderia tê-lo alguma vez requisitado para um tacho qualquer na capital, mas nem isso; nunca passou da cepa torta de presidente de câmara. Deve ter sido mesmo uma praga, e de alguém com poderes fora de comum.
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Viagem ao 24 de Abril
Cheguei há pouco de uma viagem ao 24 de Abril. Estive numa reunião da Assembleia Municipal da minha terra – Monchique –, onde falar, para quem não é da maioria (25 anos de poder), por vezes acaba por ser uma tarefa complicada, senão mesmo impossível.Imagem: Blog «Monscicus»
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Um pobre Diabo
Este é um pormenor de uma fotografia de Abril de 1968, da autoria de J. M. Nobre Furtado, tirada no alto da Fóia (Serra de Monchique). A fotografia completa, tal como mais cinco, pode ser vista aqui. As seis fotografias testemunham uma visita de um pobre diabo à minha terra. O pobre diabo fazia de presidente da República, a mando de um diabo mesmo dos de meter respeito (ou respeitinho, como creio que se dizia na altura). Chamava-se Américo Thomaz. Eu tinha nascido havia dois meses e no dia em que foram tiradas as seis fotografias devia estar em casa, a poucos quilómetros dali, provavelmente no berço. Uns cinco anos depois, o pobre diabo haveria de visitar de novo a minha terra. Se a visita das fotografias era privada, a nova visita era mesmo como presidente da República, já não às ordens do diabo de meter respeitinho (tinha morrido entretanto) mas do idiota que a este sucedeu na presidência do governo. Nessa visita como presidente da República, o pobre diabo apanhou-me à saída da catequese e eu sem saber bem por quê lá lhe apertei a mão quando ele ma estendeu («Menino, menino», disse-me ele). Lembro-me de que andava em passo apressado mais a comitiva que o acompanhava por uma das ruas principais da vila, e lembro-me de que os gê-éne-érres pareciam ter gosto nos empurrões e nos pontapés que distribuíam a quem saísse da ordem. Não sei se foi ao alto da Fóia nessa segunda visita. Nem se há fotografias.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Pergunta discreta
Ao presidente da câmara de Monchique foram retiradas as competências delegadas a que há mais de duas décadas estava habituado. Ele, pelo que ouço dizer, tem muita dificuldade em aceitar. Com uma certa razão. Afinal, fará sentido retirar competências a um incompetente?
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
«A Nora da Sorte»
Concurso «A Nora da Sorte», ou antes, um concurso público para a exploração de um «café/ snack-bar» chamado «A Nora». O presidente da câmara de Monchique não direi no seu «melhor», mas perto disso – ver aqui.
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quinta-feira, 12 de julho de 2007
Um olhar de fora
Um olhar de fora de Monchique; notável olhar, o de José Alberto Quaresma (hoje no «Correio da Manhã», crónica «Quintas do Algarve») sobre a situação na Câmara Municipal de Monchique.Tuta-e-meia
Monchique é o tecto do Algarve. Uma pequena autarquia de sete mil habitantes. Gente boa. Carlos Tuta preside aos seus destinos. Há quase um quarto de século. Legitimado por sete renovadas maiorias absolutas. É tanto tempo que a cadeira presidencial tem tendência para ganhar a mesma patine que o sofá lá de casa.
Por tuta-e-meia – cortiça mal vendida pelo Monchiquense – Tuta retirou ao vereador Carlos Henrique os pelouros do Desporto, Cultura, Acção Social, Protecção Civil e Ambiente. O ambiente, na câmara, ficara pesado porque Carlos Henrique votara ao lado da oposição.
Tuta é voluntarioso. Pensa bem. Tem autoridade. Gosta de poupar os vereadores a esforços. Se o presidente pode votar por eles, nas sessões camarárias, por que diabo António Mira e Carlos Henrique terão de fazer o esforço de levantar o braço? E por que há-de Carlos Henrique ter, episodicamente, opinião diferente de Carlos Tuta que melhor pensa por ele?
Pensando bem. Se Tuta, nos tempos áureos da Praia da Rocha, sabia exercer (com dificuldade, é certo) o seu voto de castidade, por que não há-de permitir, agora mais leve, que outros o façam? Os monchiquenses são uma família. E, como nas boas famílias, há opiniões discordantes. O poder do patriarca – manda a sabedoria – fica bem que seja magnânimo!
Eu a entrar numa reunião da câmara
O que coloco a seguir é um excerto do romance «O que Entra nos Livros». Sou eu a entrar numa reunião do executivo municipal de Monchique, há uns três anos. O vereador referido é o agora rebelde (ver post «Um golo de Pinto da Costa marcado com as duas mãos», ali abaixo). Na reunião imediatamente a seguir às ameaças referidas no excerto, confrontado com o sucedido, o vereador esteve sempre calado. O presidente, que agora lhe retirou os pelouros (um deles, imagine-se, o da cultura), disse nessa reunião que tinha de condenar o sucedido mas que compreendia certos estados de alma (presumo que estados de alma como os que tinham levado às ameaças). Bom, o excerto é o seguinte:(…)
Perto do edifício da câmara o meu colega propôs que entrássemos num café, para ver se eu despertava um pouco. Alguns minutos depois, de lá de dentro, acabámos por assistir à chegada do presidente, que se encaminhou para um restaurante onde por vezes passava antes de seguir até à câmara e aí, na câmara, – supunha eu – ver no que paravam as coisas; a expressão era adequada, pensei, «ver no que paravam as coisas». Depois dele passaram os vereadores que o acompanhavam a tempo inteiro, e com remuneração, na autarquia; primeiro passou um, depois o outro. Aquilo era a vida deles, os empregos que tinham, daí que não se tornava difícil perceber a forma como se lhes agarravam, ano após ano, ainda por cima com o bónus manhoso que a política portuguesa tinha passado a atribuir a cargos do género, o de o tempo de serviço contar a dobrar para efeitos de reforma. Já se vê, é claro, que com algo daquele tipo podia dar-se o caso de uma pessoa num cargo político ter numa determinada altura mais anos de descontos para a segurança social do que anos de vida.
Mas adiante… Tomados os cafés e paga a conta, eu e o meu colega dirigimo-nos para o edifício da câmara. Entrámos e subimos as escadas que nos levariam ao primeiro andar, onde ficava o salão nobre, que acolhia as reuniões. Por aquelas escadas abaixo, segundo previsões do vereador a tempo inteiro que na prática era o número três na hierarquia, ainda outro colega meu, precisamente o que eu estava a substituir, haveria de rebolar para ser expulso de vez do executivo – mas não eram previsões muito fiáveis, pois o seu autor estava embriagado na altura em que as fazia. Eu lembrava-me da situação nalgumas das vezes em que por ali passava. E normalmente nessas alturas chegava-me um sorriso, discreto, acompanhado por uma pergunta, a de como é que uma coisa daquelas tinha sido possível sem que se estivesse na rodagem de um filme de Emir Kusturica.
(…)
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Um golo de Pinto da Costa marcado com as duas mãos
Esta foto (é de 2006, e é da autoria de Paulo Marcelino) ilustra a notícia do «Correio da manhã» (edição do último domingo, ver aqui) sobre a situação que se vive na câmara municipal da minha terra, Monchique. O presidente (de fato; e também de facto, embora não se saiba por quanto tempo mais) retirou a confiança (seja lá o que isso for), os pelouros e o regime de permanência a um dos seus dois vereadores (de casaco castanho). Como este vereador não renuncia ao cargo, o presidente tem agora consigo apenas um vereador, que também é o vice-presidente. Ou seja, tem dois votos, tantos como a oposição (dois vereadores), ficando o vereador rebelde com o quinto voto. Uma grande diferença para os meus tempos como vereador na câmara (há pouco mais de dois anos), quando as votações costumavam ser da seguinte forma: primeiro eu, depois o meu colega, e depois o presidente dizia qualquer coisa como «pronto, e a gente vota assim»; ele votava por ele próprio e pelos dois vereadores – até à altura em que comecei a insistir para que deixasse os seus vereadores falarem, e então, aos poucos, eles começaram a votar (o que na prática ia dar ao mesmo, porque os três votavam sempre no mesmo sentido). Houve, no entanto, uma excepção; uma vez, e algo que me pareceu estranho… O agora vereador rebelde, numa proposta em que eu e o meu colega votámos a favor (era uma proposta nossa) e em que o presidente e o vice-presidente votaram contra (como sempre), absteve-se. Claro que depois o presidente votou, digamos assim, em duplicado e a proposta não passou; utilizou uma coisa para mim esquisita, que é o «voto de qualidade», para os casos de empate – tipo Porto - 2, Sporting - 2, e então mal acaba o jogo o próprio presidente Pinto da Costa vai a correr ao balneário portista, equipa-se à pressa e entra em campo de azul e branco, ainda com os jogadores presentes e com o árbitro a postos, agarra na bola e vai a correr (o melhor que pode) metê-la na baliza do Sporting, e a assim a equipa dele ganha por 3 - 2, com um golo também «de qualidade».
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sábado, 7 de julho de 2007
A promiscuidade entre a política e o futebol
A imagem aqui ao lado é uma parte de uma foto divulgada no blog «Mons Cicus». Lá se conta uma estranha (provavelmente inédita não só em Portugal mas em todo o mundo) história de promiscuidade entre a política e o futebol. Em três posts (1, 2 e 3) pode-se ficar a perceber não direi tudo, mas boa parte deste caso que só não surpreende quem não conhece aquilo que é a política em Monchique, ou melhor, que tem sido no último quarto de século de regime «ditutarial».Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da câmara apareceu com uma pasta de papelada sobre o assunto, esteve uma meia-hora em explicações e no final tentou decretar que estava tudo explicado e que não se falava mais no assunto. Depois dessa meia-hora, só se poderia fazer uma pergunta: «Importa-se de repetir?» Isto porque não deu para perceber nada da situação.
Muito resumidamente, os responsáveis do clube de futebol mandaram tirar a cortiça dos terrenos que envolvem o campo de jogos e venderam-na. Só que esses terrenos, embora o presidente da câmara diga que pertencem ao clube, parece que pertencem à câmara (um dos seus vereadores – seus dele, presidente – diz isso, precisamente o vereador que apresentou a proposta do post 3 referido ali acima).
Curiosamente, na reunião da Assembleia Municipal estava o presidente do clube (é deputado da maioria que suporta o presidente da câmara), mas não interveio – aliás, eu nunca assisti a uma intervenção dele desde que estou na Assembleia Municipal; como outros deputados da sua bancada, apenas faz sinal com o braço nas alturas de votação.
Esta posição do vereador que diz que os terrenos pertencem à câmara é uma novidade para mim. Nos meus tempos de vereador, ele, o presidente e o vice-presidente votavam sempre no mesmo sentido, invariavelmente contrário àquele que era defendido por mim e pelo meu colega (que completávamos o executivo, de cinco elementos). Aliás, das dezenas de propostas que fiz mais o meu colega (uma delas era para retirar ao presidente o uso de uma das duas viaturas que costumava conduzir – ou o carro ou o jipe), creio que só em relação a uma delas é que não tiveram lata para votar contra; era para não se fumar nas reuniões de câmara (fumavam os três até aí, e não sei se entretanto a prática já foi retomada). Mais surpresa ainda é a posição do vereador porque ele nas reuniões praticamente não intervinha, apenas votava, e muitas vezes nem isso; o presidente antecipava-se e dizia coisas do género «pronto, nós votamos assim» e a coisa seguia. A partir de uma certa altura, como aquilo já me chateava, comecei a protestar, para que o presidente deixasse os seus dois vereadores falarem, para que dessem opiniões, e a situação mudou um pouco; este vereador da proposta do post 3 parecia sentir necessidade de intervir, de dizer qualquer coisa, nem que fosse uma redundância qualquer. Mas continuavam os três a votar sempre no mesmo sentido, como se aquela união fosse inquebrável. Daí a minha surpresa com a actuação daquele vereador. O resto, como referi no início, não me surpreende absolutamente nada.
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