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terça-feira, 30 de junho de 2009

A lama

Campos e Cunha. É um dos portugueses que ao passar de forma fugaz pela política mais a enlameou. Mesmo assim, parece não ter vergonha de andar por aí a dar opiniões a torto e a direito. Nem faltam jornalistas que parecem não ter vergonha de pedir-lhe que as dê. Há pouco, ao chegar a casa, vi-o numa entrevista na televisão, mais uma, ainda por cima num programa chamado «Diga lá excelência», ou «Diga lá, excelência» (talvez sem a vírgula, para o caso, fique melhor). Curiosamente, é o mesmo programa em que pelos seus tempos infelizes de ministro acabou por fazer esta deplorável figura.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

A falta de vergonha da SEDES

A SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) divulgou por estes dias uma «tomada de posição» sobre aquilo que designa como «O Estado da Nação», em que acusa o governo de eleitoralismo, nomeadamente referindo que este «dá agora sinais de preocupação com o calendário eleitoral em detrimento da administração do país». Não me vou alongar em considerações sobre tal opinião. Aquilo que me choca é o facto de esta associação, parecendo desligar-se de um passado de quase quatro décadas em que construiu um enorme prestígio, ter agora a presidir ao seu Conselho Coordenador nem mais nem menos do que Luís Campos e Cunha, que numa fugaz e bem triste passagem pelo actual governo se tornou numa das figuras que mais enlameou a política portuguesa no pós-25 de Abril.
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segunda-feira, 17 de março de 2008

A ética apenas no léxico

«… para estes senhores a ‘ética’ é uma palavra que faz parte do seu léxico, mas não da sua forma de vida.» Ver aqui.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O espelho

«Não conheço o bastonário Marinho [e] Pinto, mas a sua campanha contra a corrupção revela muita coragem e deve ser apoiada, porque tem razão.» Pois tem, mas uma das últimas pessoas de que eu me lembraria para aparecer a colar-se ao bastonário da Ordem dos Advogados neste assunto seria o autor da frase, Luís Campos e Cunha, que agora, de vez em quando, no «Público», reaparece depois da vergonha que protagonizou como ministro, nomeadamente com o caso da sua escandalosa reforma e da maneira como esperneou para manter a acumulação de privilégios; quando ele próprio apresentava à generalidade dos portugueses grandes restrições a esse nível. Campos e Cunha teve a lata de dizer numa entrevista na televisão que aquelas medidas também o iriam prejudicar a ele quando se reformasse. Ainda não se sabia nessa altura, nem ele disse, que afinal já tinha uma reforma, de milhares de contos, e por meia-dúzia de anos de trabalho, ainda por cima numa instituição pública (Banco de Portugal) que curiosamente nos últimos tempos tem vindo a mostrar uma debilidade confrangedora em relação ao cumprimento da sua missão. Só depois da entrevista em que falou em «quando se reformasse» é que se descobriu a reforma, que estava a acumular com o ordenado de ministro. Uma vergonha, sobre a qual António Marinho e Pinto deve ter uma «linda» opinião. Há pessoas que por mais que por elas passem os anos parece que não se sabem ver a um espelho.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Um ensaio sobre a cegueira

Luís Campos e Cunha, já se sabe, aparece de vez em quando por aí a dar opiniões. Vê-se que vergonha é coisa que não lhe tocou por aí além, de contrário abster-se-ia de andar com palpites depois da lamentável situação que protagonizou enquanto ministro das Finanças e que acabaria por fazê-lo cair. Veio agora, no «Público», falar do Banco de Portugal e da supervisão, para confessar a cegueira. Ver referências aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A falta de vergonha

Lê-se e quase não dá para acreditar. Luís Campos e Cunha, que em termos de classe política protagonizou uma das mais vergonhosas situações do período pós-25 de Abril, em vez de estar calado a gozar a reforma que arranjou no Banco de Portugal, ainda tem a lata de vir dizer (no «Público») que «com Santana Lopes, Sócrates vai ter um interlocutor no Parlamento do seu nível político e intelectual». O que não falta por aí é gente para falar de Sócrates e de Santana Lopes, gostando mais de um ou de outro, gostando dos dois, não gostando de nenhum ou até com outros sentimentos. Mas Campos e Cunha… É preciso ter lata.
Campos e Cunha, que na altura do escândalo que protagonizou chegou a motivar uma crónica de Fernando Alves na TSF onde o jornalista falava dos «profissionais do saque», devia mesmo ter vergonha. Mas parece que não tem. Entrou para o rol das pessoas que mais baixo fizeram descer a política no Portugal democrático e parece que ainda não deu por isso. Foi confrangedor vê-lo agarrar-se aos seus «direitos adquiridos» quando percebeu que as medidas que apregoava para a generalidade dos portugueses tinham acabado de trazer para a praça pública os seus próprios privilégios. Quase nem dava para acreditar. Uns dias antes de rebentar o seu escândalo, vê-lo numa entrevista conjunta para um canal de televisão e um jornal a dizer que as medidas do governo também haveriam de afectá-lo a ele, porque com elas passaria a só poder reformar-se mais tarde… E depois descobriu-se que afinal já estava reformado, e por causa de cinco ou seis anos de trabalho numa instituição pública, o Banco de Portugal, que nem há uma semana se descobriu que afinal também trabalha (ou actua, como se diz no mundo empresarial) no crédito à habitação, inclusive para administradores. A reacção de Campos e Cunha, na altura do escândalo, foi dizer que era tudo legal. Por incrível que pareça, o então ministro das Finanças foi das pessoas que mais esperneou neste país para manter os seus privilégios – e manteve, porque não lhe foi retirada a reforma (eu defendo que deveria ter sido). Ainda por cima, depois da saída do Governo – onde a única competência (?) que demonstrou foi a lembrança de que se podia aumentar os impostos e cortar nas reformas de quem quer que fosse (com excepção da que tinha do Banco de Portugal) – viu um antigo secretário de Estado passar a ministro e mostrar uma capacidade anos-luz à frente da dele. Enfim, uma vergonha.