Uma imagem da participação no «Escritos & Escritores», este fim-de-semana, em Avis, no Alto Alentejo. Organização da associação ACA – Amigos do Concelho de Avis. Mais imagens aqui..
Uma imagem da participação no «Escritos & Escritores», este fim-de-semana, em Avis, no Alto Alentejo. Organização da associação ACA – Amigos do Concelho de Avis. Mais imagens aqui.
O Prémio Nobel, finalmente. Notícia boa, que soube ontem em viagem, pelo rádio, num dia triste para mim. Tenho quase todos os livros de Mario Vargas Llosa, embora não tenha lido os mais recentes. A notícia trouxe-me a lembrança de horas e horas de leitura, há dez, quinze, vinte anos, sobretudo de «A Tia Julia e o Escrevedor», dos dois romances onde aparece o polícia Lituma, de «A Cidade e os Cães» ou de «Pantaleão e as Visitadoras». Por vezes, o Nobel também chega aos escritores geniais.
Hoje é o dia da apresentação em Lisboa do novo romance do José Eduardo Agualusa, «Milagrário Pessoal». Tentarei ir, obviamente, pelo autor e pela ligação que tenho àquilo que escreve. Acompanho a escrita do José Eduardo desde a segunda metade da década de oitenta do século passado, quase vinte e cinco anos. Era os tempos do «DN Jovem», ainda antes de ele conseguir publicar o primeiro livro («A Conjura»). Em 2007 foi o José Eduardo que apresentou o meu romance «O que Entra nos Livros», uma espécie de continuação do livro que mais gostei de escrever, «O Medo Longe de Ti». Foi na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e a foto é da altura em que o José Eduardo falava, ainda às voltas com o cansaço da viagem que acabava de fazer do Brasil. O meu filho mais velho tinha na altura quase três anos. No final da apresentação, chamou-me de parte e perguntou-me quem era o senhor que tinha ido comigo para a mesa, para falar do livro. Disse-lhe que era o Agualusa. Claro que a seguir veio logo uma pergunta: «Quem é o Agualusa?» Pensei um pouco e acabei por responder que era um senhor que tinha muitas histórias. A partir daí, durante quase um ano, noite após noite, o meu filho pediu-me que lhe contasse uma das histórias do Agualusa. E eu contei. As minhas histórias do José Eduardo Agualusa, uma nova a cada dia, inventada por mim exactamente na altura em que a contava. Talvez umas trezentas histórias, ou mais. Grandes aventuras as dessas noites, à espera que o sono do meu filho chegasse…
O jovem escritor
Estes bonecos são da série infantil «Super Why!». É uma das muitas que vou acompanhando, por causa dos meus filhos. Pelo que percebi os bonecos entram nos livros para viverem as histórias desses mesmos livros. E para entrarem põem estes fatos quase de super-heróis, e vão nuns aviões pequeninos que voam como abelhas. Nesta imagem estão numa prateleira, prontos para mais uma aventura, num dos livros atrás deles. Basta irem para os aviões, ligarem os motores e acelerarem. Enfim, mais ou menos, pode não ser exactamente como digo, porque não sou grande especialista na série. Nem sei o nome de todos os quatro, apenas do de verde, exactamente o Super Why.