Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Apresentação em Monchique

Imagens da apresentação em Monchique de «O Sorriso Enigmático do Javali». No blog do livro, aqui.
.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Em Monchique

Apresentação na minha terra (Monchique, no Algarve), dia 12 de Junho, pelas 16H30, do livro «O Sorriso Enigmático do Javali». A organização é da Junta de Freguesia de Monchique. O livro será apresentado por Adriana Freire Nogueira, professora da Universidade do Algarve. Local: Longevity Wellness Resort Monchique, nas Caldas de Monchique.
(clicar na imagem para aumentar)
.

O fogo

Depois do meu romance com um gigantesco incêndio pelos campos («Uma Noite com o Fogo»), a minha editora, a Quetzal, publica agora um romance com um incêndio na cidade.
(clicar nas imagens
para aumentar)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Personagens estranhas

A revista «Ler» de Junho, que saiu hoje. Pediram-me algumas escolhas e eu optei por personagens estranhas de romances. Primeira, um português criado por Dan Brown e que se chama, imagine-se, Hulohot. Depois, Roberto Bolaño, o próprio, a fazer de personagem no inesquecível «Soldados de Salamina» (de Javier Cercas). Finalmente, as personagens de um romance de José Rodrigues dos Santos, todas com uma estranha característica: quando falam dizem «uh» (vá-se lá saber por quê).
.

domingo, 30 de maio de 2010

Texto de apresentação de «O Sorriso Enigmático do Javali»

O texto de apresentação de «O Sorriso Enigmático do Javali», em Lisboa (27.05.10, Livraria Bertrand do Chiado), pode ser lido aqui. E também aqui, no blog «Miniscente».
.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ontem

A apresentação de «O Sorriso Enigmático do Javali», ontem ao fim da tarde, em Lisboa (Livraria Bertrand, do Chiado). Uma foto publicada no Facebook por um leitor, Mário Santos, que presumo a tirou com o telemóvel enquanto eu lhe autografava o livro. E outra de Margarida Ferra, da editora, a Quetzal (eu; o apresentador, Luís Carmelo; e Lúcia Pinho e Melo, da Quetzal).
.

Uma entrevista

Entrevista sobre o livro «O Sorriso Enigmático do Javali», aqui.
.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Feira do Livro de Lisboa

Sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa, Sábado, dia 15 de Maio, entre as 16H30 e as 18H00; do romance «Uma Noite com o Fogo» e do novo livro, «O Sorriso Enigmático do Javali» (que chega às livrarias a 14). Stand da Quetzal.
.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os primeiros

Os livros que apanhei ontem na Quetzal, alguns exemplares do meu (dos primeiros que chegaram à editora) e mais uns quantos que valem bem a pena. Pelo caminho, deu para ficar também com um exemplar da nova «LER», ainda antes de ir para as bancas.
.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A capa

A capa do meu livro «O Sorriso Enigmático do Javali» (ed. Quetzal), nas livrarias a 14 de Maio. Blog do livro aqui.
.

sábado, 17 de abril de 2010

«O Sorriso Enigmático do Javali»

O meu livro «O Sorriso Enigmático do Javali» deverá chegar às livrarias a 14 de Maio. A 15, um sábado, deverei estar na Feira do Livro de Lisboa, para autógrafos, no stand da editora, a Quetzal. Tudo ainda sujeito a confirmação. Daqui a uns dias já haverá certezas, e também colocarei aqui a capa. Blog do livro aqui.
.

terça-feira, 23 de março de 2010

Apenas o começo

Um dia isto será uma grande história.
.
Pensou num pequeno exército, só que perigoso, muito perigoso, não porque lhe parecesse organizado, ou dono de armas especiais, mas apenas pelo modo como avançava. Decidido, perto de ser brutal, desconsiderando quase tudo o que pudesse surgir-lhe pela frente. O mundo àquela hora devia parecer tranquilo por ali, nem que para formar tal ideia fosse preciso pôr de parte a correria de algum coelho se uma águia se elevasse bem acima dos sobreiros à cata de alimento. Ou pôr de parte o esvoaçar de um pássaro menos experiente depois de ver essa mesma águia e sobretudo depois de ouvir os gritos que soltava, bem espaçados, como se alguma coisa a deixasse um pouco inibida. Nem que fosse preciso pôr de parte tudo isso… Mas o mundo não estava tranquilo, ele via que não e continuava a pensar no pequeno exército, cada vez mais próximo e com um chefe maior do que qualquer dos seus elementos. Verde, o chefe era verde, médio, assim como se estivesse a meio caminho entre o tom de uma alface e o de uma couve, já o exército andava pelo castanho-claro.
.

Inveja

Uma capa muito, mesmo muito bonita. Que inveja!... Não me importava de ter escrito algumas histórias misteriosas para depois aparecerem num livro assim apresentado. Agora, com a foto escolhida para este («A Noite e o Sobressalto», de Pedro Medina Ribeiro, ed. Oficina do Livro, 2010), infelizmente já é tarde demais.
.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai

No Dia do Pai, mais três excertos de «O Sorriso Enigmático do Javali» (depois destes).
.
«Escolheram a noite para a viagem, e essa noite acabou por chegar. O pequeno Tuki ia dormir mais tarde. Tinha prometido que aguentaria umas horas além do habitual, e para consegui-lo tinha inclusive dormido a sesta depois de chegar da escola, a meio da tarde. Saíram a seguir ao jantar, em silêncio, como se fossem para uma missão muito importante.»
.
«Foi então que parou, decidido a não dar explicações que o mais certo seria originarem perguntas mais difíceis. E quando voltou às palavras foi para falar da borboleta. A que estava ali, na soleira da porta. Falou sem grandes esperanças de que o filho aceitasse ficar sem resposta sobre os políticos e a sua especial característica que os prendia à mentira como um cão feroz, de preferência rafeiro, a uma corrente das fortes. Mas o filho não insistiu em saber dos políticos.
'Essa malandragem’, pensou o pai do pequeno Tuki.»

.
«Talvez. Podia ser mesmo uma explicação. O lagarto pareceu sorrir. Foi só nesse momento que o pai do pequeno Tuki reparou nele, agarrado à manga direita da camisa. Nem era agarrado, era preso. Uma camisa inutilizada. Um buraco. A ponta da cauda do lagarto, a ponta da clave de sol cravada na manga, e o lagarto pendurado. Sorria. Parecia um sorriso atrapalhado, embaraçado. Não tinha ar de querer arranjar problemas, mas a verdade é que tinha arranjado. Aquela camisa... Umas dezenas de euros, pensou o pai do pequeno Tuki. Uma camisa quase nova. Lembrou-se de muitos anos antes, de ver nos livros de cowboys do Tex Willer os chapéus inutilizados… Muitas vezes acontecia, uma bala furava o chapéu, num tiroteio, a um dos companheiros do Tex Willer, que tinha o famoso nome de Kit Carson. Costumava acontecer, e ele, sem ligar a que a bala lhe tivesse passado a uns milímetros da cabeça, limitava-se a dizer, em tom de lamento: ‘Um chapéu quase novo...’
Lembrou-se também de outro sorriso, o do javali.»
.

terça-feira, 16 de março de 2010

Pai

Na semana do Dia do Pai, três excertos de «O Sorriso Enigmático do Javali».
.
«O pai do pequeno Tuki costumava falar de uma mulher a quem chamavam a Perdizinha, uma mulher de tempos já passados. Tratavam-na assim porque era muito baixa, mas sobretudo por andar depressa. Uma mulher desembaraçada e pequenina, um verdadeiro contraste com outra desses tempos, a Pata Larga, forte, alta e sempre a gabar-se de que calçava o quarenta e três. A Pata Larga, tinha-lhe o pai contado, falava como se carregasse na boca dois torrões de terra, um de cada lado, quem sabe se por causa dos equilíbrios, embora ela não precisasse muito de equilíbrios, principalmente por causa dos pés alongados.»
.
«O pai do pequeno Tuki estendeu a pá para a zona do grelhador. A motosserra do estômago da gineta parecia que ia explodir a qualquer momento. A pá avançava muito devagar, entre a parede e o corpo da gineta. Era preciso forçar um pouco, mas sem precipitações, com paciência. O tempo parecia não passar. A gineta tinha os olhos de um lado para o outro, como que à procura do melhor sítio para escapar. Agora via-se que ela percebia a urgência de arranjar forças para sair dali. O pequeno Tuki pensou que o pai deveria ter calçado botas de borracha, umas que tinha e que lhe chegavam quase aos joelhos, não fosse a gineta atirar-se-lhe às pernas e dar-lhe alguma dentada. Mas não, as botas não seriam suficientes. A gineta era capaz de dar uns altos enormes, ele já tinha visto ginetas aos saltos no montado. Saltavam muito alto. Talvez o pai devesse ter calçado umas luvas e colocado a máscara de proteger o rosto que usava com a máquina de cortar erva.»
.
«A cobra também não se mexia, tirando o nervoso que lhe tinha tomado conta da língua. E o pai do pequeno Tuki naquilo, parado, a pensar, em tantas coisas, mas sem se mexer. Ouvia o filho atrás com o ancinho, de volta das ervas, e nem se conseguia virar para ver se ele estava a uma distância segura da fogueira. Mas também a fogueira já não ardia muito, era uma coisa pequena, à espera de mais ramagem para tomar outras proporções. A ramagem das oliveiras que limparia a seguir. O pai do pequeno Tuki conseguia pensar normalmente, só não se conseguia mexer. Compreendia que por desconhecer se a cobra era venenosa estava a correr riscos ali, tão perto dela. Mas o facto de compreender isso não fazia com que se protegesse. Conseguia até pensar na imagem das cobras a hipnotizarem as presas antes de atacarem, e pensava que isso podia estar a acontecer com ele, aquela cobra a hipnotizá-lo, mas mesmo assim não se mexia. Ou seria ele, inadvertidamente, que estava a hipnotizar a cobra? Ele não se mexia, mas ela, à parte a língua, também não se mexia.»
.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma bola pequena

«Acabou por descer do escadote, depois de ter deixado a lâmpada na posição inicial. Foi arrumá-lo na arrecadação. E quando saiu é que reparou. Só aí, depois daquela labuta toda. Junto ao tronco de uma oliveira, a que ficava mais perto da porta de casa. Uma bola pequena, talvez do tamanho dos seus dois punhos fechados se os juntasse. Com a luz dava para perceber a cor, cinzento acastanhado. Fez-lhe lembrar uma bola daquelas contra o stress, mas ao mesmo tempo percebeu que isso era só a imagem que tinha, que o contacto com ela seria bem diferente.»
Excerto de «O Sorriso Enigmático do Javali»
.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

As bibliotecas, os estádios

O Francisco escreve aqui que «em Portugal há mais estádios do que bibliotecas». É bem capaz de ser verdade. Outra coisa que é bem capaz de ser verdade é esta: há bibliotecas que conseguem ter mais pessoas do que certos estádios.
.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A primeira frase (7)

«Promessas de que não haveria de ficar atrapalhado, isso tinha o jovem escritor feito muitas.»
.
Primeira frase do livro de contos «O Amor por Entre os Dedos» (e do conto que dá o título ao livro).
.

Nas Canárias

Uma antologia, em castelhano, com autores portugueses e das Canárias, da editora Baile del Sol. Chama-se «De la Saudade a la Magua». Além de mim, participam A. M. Pires Cabral, Maria do Rosário Pedreira, Fernando Esteves Pinto, Filomena Marona Beja, Gonçalo M. Tavares, José Carlos Barros, Lídia Jorge, Miguel Real, Maria Antonieta Preto, Paulo Bandeira Faria, Paulo Kellerman, Rui Costa, José Rivero Vivas, Eduvigis Hernández Cabrera, Anelio Rodríguez Concepción, José Manuel Hernández, Gabriel Cruz, Víctor Ramírez, Roberto Cabrera, Quintín Alonso Méndez, Javier Hernández Velázquez, José Manuel Brito, Eduardo Delgado Montelongo, Alicia Llarena, Agustín Díaz Pacheco. Coordenação de Agustín Díaz Pacheco e Fernando Esteves Pinto. Prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho. O que eu escrevi começa assim: «Junto a la alambrada de la Hacienda del Convento, muy cerca de donde liberó los pinchos del alambre de espino del cuerpo de una garza…»
.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais um excerto

Mais um excerto de «O Sorriso Enigmático do Javali».
.
O pai do pequeno Tuki estava a pensar nisso, nos anões da escritora espanhola, de repente transformados em gigantes e a terem uns braços capazes de envolver o tronco de uma oliveira que de certeza estava ali havia séculos. Com buracos, fendas, recantos, aquilo nem era bem um tronco, era uma enorme massa de madeira com muitas, muitas histórias, de certeza. Podia dizer isso ao filho, começar a falar do tronco, de coisas a que ele, tronco, talvez tivesse assistido, das pessoas que por perto teriam estado, de quem o teria limpado ao longo dos anos como agora estava a fazer. Ia mesmo falar disso ao filho, que continuava junto da fogueira a puxar o pasto com o ancinho. Ia-lhe dizer, mas algo o impediu de fazê-lo. Não foi uma lembrança, uma coisa diferente em que pensar, talvez em que falar. Não, não foi isso.
.