Mostrar mensagens com a etiqueta Juan José Millás. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Juan José Millás. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Livros quase de cabeceira

Não são fotos de agora, já têm algum tempo. A Tecla com Dan Brown («Anjos e Demónios») e o Lito com um livro fabuloso que eu próprio traduzi, de Juan José Millás, chamado «Contos de Adúlteros Desorientados». Já os dois filhos (Palhinha e Punkinho) é mais banda desenhada, e os quatro cães nem isso.
.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

La siesta

Um dos meus gatos a dormir a sesta em cima de um exemplar de um livro de contos de Juan José Millás (que traduzi). Lá ao fundo, no montado, anda uma vaca a pastar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Textos sobre livros - 34

«Tonto, Morto, Bastardo e Invisível», de Juan José Millás (Temas e Debates, 175 pp.)

Jesus e o seu bigode

Um destacado escritor espanhol consegue com as aventuras de um tal Jesus, que é despedido de uma empresa, levar o humor quase até aos limites do absurdo.
O tonto, o morto, o bastardo e o invisível, afinal, são apenas um. Jesus, de seu nome – o que talvez fosse de estranhar se a história acontecesse em Portugal e não em Espanha, onde a ninguém faz espécie que um homem se chame Jesus –, é tudo isso e muito mais, após ser informado pelo chefe de pessoal da empresa onde trabalha de que irá ser despedido. Do mal o menos, terá direito a um ano de salário e a umas palmadinhas nas costas; e depois, conta a certa altura Jesus, «Laura trabalhava, era médica-legista, portanto o horizonte de indigência encontrava-se ainda um pouco afastado». Mas Jesus não consegue encarar a mulher e o filho, sente-se invadido pelo medo e refugia-se na casa de banho. «... deixei que toda a cobardia adiada desde que entrou na empresa uma equipa social-democrata, autorizada a vendê-la em partes, se reunisse de chofre na percepção do espaço (...) fechei várias vezes as torneiras para transmitir a sensação de actividade, confiante de que a angústia se retiraria ao atingir determinada magnitude. Então, lembrei-me do bigode.» Será assim, com a ajuda do bigode, que Jesus irá começar uma vida nova, num mundo bem diferente daquele a que estava habituado e onde as regras são ditadas pela sua imaginação. Juan José Millás, um dos mais destacados nomes da literatura espanhola, consegue com as aventuras de Jesus levar o humor quase até aos limites do absurdo, sem nunca sair dos ambientes quotidianos da vida moderna. Afinal, a vida que leva a sua personagem a empreender uma espantosa fuga, mesmo que para as terras da imaginação. Quantos de nós não terão já estado à beira de fazer o mesmo?

terça-feira, 24 de julho de 2007

Começos prometedores - 4

«No meu bairro havia um bígamo. Soube-o por um colega, que um dia, ao sairmos da escola, apontando para um indivíduo escanzelado, com barba de dois dias, disse:
– Aquele homem é bígamo.»
Início do conto «O Bígamo», do livro «Contos de Adúlteros Desorientados», de Juan José Millás, 2003 (edição portuguesa – Temas e Debates, 2006)