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domingo, 22 de agosto de 2010

Uma questão de balizas

O Benfica poderia ter evitado o problema do guarda-redes se alguém tivesse explicado a Jorge Jesus que tipo de balizas Roberto estava habituado a defender em Espanha.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O desequilibrista

«Tirando este desequilíbrio, o Benfica tem um plantel mais ou menos equilibrado.»
Jorge Baptista, comentador da SIC (referindo-se a problemas na defesa do Benfica, no comentário ao último jogo europeu)
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A funcionária que os aviava todos

«Há por aí uma funcionária que os avia todos, jogadores e tudo. Tem sempre relações próximas com quem lhe interessa. Usa o belo corpinho que tem e consegue tudo o que quer. Mas não a podemos mandar embora. Sei lá o que ela sabe e o que tem. Deve ter em casa fotocópias de toda a documentação do Benfica. Até deve ter vídeos e fotografias com quem dormiu. De qualquer forma, a Polícia Judiciária está a investigar.»
Manuel Vilarinho, nos primeiros tempos enquanto presidente do Benfica,
em conversa com Luís Nazaré (citado por António Pragal Colaço no livro «A Vida de Vale e Azevedo – Do Benfica a Londres, toda a história de um condenado procurado pela justiça», ed. Presselivre)
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Debaixo do barco

Esta foto tem uns dois anos e pouco. Já nem me lembrava dela. Na altura, um bocadinho antes de eu tirar a máquina da mochila, saiu de debaixo do barco um senhor de fato branco pareceu-me que de linho, botas pretas e uma gravata do Benfica. Corria que nem um desalmado. Em menos de nada desapareceu para lá das dunas. No meu lugar um investigador talvez tivesse ido espreitar debaixo do barco, mas eu não fui.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Ainda o Benfica no meio da investigação

(…)
– Achas possível esquecer? O passado não se deve esquecer, mas aprender com ele…
– Ó companheiro… o nosso Benfica também tem passado e hoje é o que é.
– Lá está! Não aprenderam com ele…
– Esqueceram-se e foi depressa…

(…)
Excerto do livro de Gonçalo Amaral sobre o caso Madeleine McCann (pág 212)
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Benfica no meio da investigação

(…)
– De modernidade ou de interesses… isto é tudo uma merda!
– Por falar nisso… já viste a forma como joga o nosso Benfica… não estão a jogar nada.
– Nada é pouco… parecem é não saber jogar futebol. Tens visto o Gaivota?
(…)
Excerto do livro de Gonçalo Amaral sobre o caso Madeleine McCann (pág. 24)
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Cardozo com contrato vitalício no Benfica?

A julgar por esta notícia, o jovem avançado paraguaio que tem nome de inspector da PIDE pode muito bem estar na iminência de assinar um novo contrato, vitalício, com o Benfica.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Entre aspas

Este resultado de Eriksson na despedida de Inglaterra não deve fazer com que o interesse do Benfica no treinador sueco arrefeça. A derrota por oito a um, ainda por cima contra uma equipa mediana, dá margem para dizer que o Benfica da próxima época promete, ainda que o promete deva ser colocado entre aspas.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A frase da noite

«Vamos meter a parte positiva cá em cima.»
Chalana, sobre o futuro, momentos depois do jogo que o Benfica perdeu em casa por três a zero com a Académica

segunda-feira, 7 de abril de 2008

«Digno» sucessor

Agora percebo por que é que Luís Filipe Vieira viu em Rui Costa um «digno» sucessor.

terça-feira, 11 de março de 2008

Pergunta discreta

Nomes de treinadores para o Benfica… Tudo gente que está a trabalhar noutros clubes: Carlos Carvalhal, Jorge Jesus, José Peseiro (meu Deus!), Carlos Queiroz e até um tal de Malesani (amigo de Rui Costa). Por que é que não pensam também em Paulo Bento, que continua a trabalhar no duro no Sporting? (oferecíamos, tipo pacote, uma equipa completa de gestores ???, incluindo um presidente com uma hora diária de disponibilidade)

sábado, 1 de março de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pergunta discreta

Será que o Benfica pensa resolver os problemas da sua equipa de futebol fazendo os jogadores alinharem de gravata?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O jogador medíocre e os craques gregos

Em tempos escrevi aqui sobre um raspanete que o medíocre defesa benfiquista Luisão deu num colega de equipa, o grego Karagounis. Já não me lembro em que jogo foi. Fez-me confusão ver um jogador que se tem notabilizado pela sua incapacidade para a profissão estar a mandar vir com um jogador talentoso, e foi mais ou menos isso que escrevi. Agora, em Setúbal, a mesma coisa. Luisão a mandar vir com outro grego, Katsouranis (um dos melhores jogadores do plantel), e este a não se conter, como fez em tempos o seu compatriota. Luisão, pela sorte que tem em estar num grande clube (embora numa equipa fraca), clube que ainda por cima o considera uma estrela, devia passar os jogos calado para ver se o treinador não percebe como é de facto um péssimo jogador (um bom exercício para perceber isso é ver o golo que consentiu ao Belenenses há poucas semanas e um igual de Liedson no Estádio da Luz, há dois anos, quando o Sporting lá foi ganhar por três a um; isto para não falar das suas tropelias fora dos relvados). De qualquer forma, parece que em termos de castigos a coisa vai pesar mais a Katsouranis, a julgar pelo que se vai ouvindo e até por coisas como a capa do jornal «A Bola» de hoje, que traz uma foto do grego a dizer que ele está «em maus lençóis». Por mim, como adepto do Sporting, uma boa decisão até seria darem apenas uma multa simbólica ao «grande» Luisão e venderem Katsouranis. O Sporting, se tivesse quem percebesse de futebol a gerir o plantel, talvez pudesse propor uma troca com o disparatado Anderson Polga (a quem já ouvi um comentador sportinguista, por certo num momento de desvario, chamar «empolgante», pensando que estava a fazer um grande jogo de palavras). Imagine-se o jeito que poderia dar Katsouranis no meio campo do Sporting – principalmente se na fúria vendedeira dos gestores (?) de Alvalade o clube se desfizer de Miguel Veloso –, e imagine-se o que poderia fazer a parelha (o termo seria mesmo este) Polga-Luisão no centro da defesa do Benfica.
Foto: Jornal «Record»

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Do Benfica? Do Sporting?

Ultimamente, tem-se falado muito na comunicação social de um gestor de topo do Benfica, Domingos Soares de Oliveira. É «acusado» de ser do meu clube, o Sporting. Eu já tinha ouvido falar no assunto, mas nunca liguei muito. Tanto se me dá que ele seja de um ou de outro clube, ou de um terceiro, ou que nem tenha clube. Mas agora, com o que tenho lido e ouvido, lembrei-me de uma coisa… Na revista que dirijo («Pessoal»), publiquei há pouco mais de dois anos (Verão de 2005), um perfil de Domingos Soares de Oliveira. O texto é da jornalista Ana Margarida Pedro, a quem Domingos Soares de Oliveira confessou então ser adepto e sócio do Benfica. A foto com a águia foi tirada pelo fotógrafo João Andrés. Pode ler-se o texto a seguir…

Domingos Soares de Oliveira
Um gestor no ninho da águia

«A minha relação com a informática é inexistente», escreveu resoluto Domingos Soares de Oliveira aos pais, quando o tempo de maiores responsabilidades se aproximou e a questão sobre o que fazer da vida se impôs. Contudo, porque medicina estava fora de questão e os dois anos de direito e físico-química que completara não lhe tinham enchido as medidas, decidiu-se pelo improvável, e da informática acabou mesmo por fazer carreira. De programador e analista de sistemas a gestor e presidente da Comissão Executiva do Benfica, Domingos Soares de Oliveira lá vai seguindo a somar vitórias. Fora e dentro dos estádios.

São Paulo não foi uma opção própria. Nem tão-pouco Paris. À semelhança do que aconteceu a muitas outras famílias, também a de Domingos Soares Oliveira se viu obrigada a sair do país no período revolucionário de 1975, facto que viria a marcar profundamente a sua infância. Depois de três anos passados no Brasil, do liceu completo e da admissão na faculdade, a França tornou-se a sua casa, e foi o local escolhido para concluir os estudos. Sozinho. «Não foi uma opção própria sair do país. Limitei-me a acompanhar os meus pais. Contudo, depois de eles voltarem, eu decidi permanecer em Paris. Fiquei e aproveitei bem a vida parisiense...» A forma como o afirma dá que pensar... «Mas não se pense que aproveitei bem só por causa das festas e das ‘cowboyadas’... Com 21 ou 22 anos há outras formas de aproveitar bastante bem o facto de se estar isolado, isto é, fora da relação paternal, uma vez que se trata de um período de desenvolvimento pessoal extremamente importante.» Tão importante que ainda hoje, já com uma carreira consolidada, este gestor sente os benefícios da decisão tomada quando jovem. «Não me custou absolutamente nada ter-me afastado, bem pelo contrário. Ainda hoje sinto que muitas vezes as pessoas precisam de alguém que assuma a responsabilidade da tomada da decisão, e o facto de se estar sozinho num ambiente que não é aquele onde se nasceu é algo de muito importante, até do ponto de vista da autonomia e da gestão da autonomia que se constrói.»
Ficou e concluiu com sucesso os estudos. Depois de por carta ter esclarecido os pais sobre o quanto a informática estava fora dos seus planos de futuro, Domingos Soares de Oliveira viu-se perante uma escolha reduzida. E optou pelo inesperado. «Honestamente, a informática nunca foi uma vocação. Aliás, foi mais por rejeição de outras alternativas do que propriamente por desejo. Tinha concluído dois anos entre os cursos de direito e de físico-química e sabia que medicina estava absolutamente fora de questão, por isso, tardiamente, enveredei por aquilo que viria a ser a minha carreira.» Por questões mais oportunísticas e menos estrututurais, ou vice-versa, uma vez que no início da década de 1980 muito poucos sabiam exactamente do que se tratava, o que é certo é que Domingos Soares de Oliveira se licenciou em Informática e Gestão de Empresas, corria o ano de 1983, e daí partiu para o mundo das empresas.
Fez a carreira normal de qualquer informático. Depois das diversas candidaturas que apresentara para o estágio profissional integrado na sua licenciatura, entrou numa empresa pertencente ao grupo Paribas e progrediu naturalmente por entre funções de programação e de desenvolvimento, como analista de sistemas. «Não houve qualquer tipo de problema na adaptação, porque me sentia bem preparado, e embora uma pessoa tenha sempre uma expectativa especial em relação ao primeiro emprego, eu diria que, no meu caso, o trabalho ficou aquém daquilo que eu julgava serem as minhas capacidades. Mas reconheço que quando se é novo se sabe fazer algumas coisas mas não fazer tudo, e portanto aquilo que nos vão dando é igualmente uma forma de desempenhar o serviço e um teste ao nosso potencial.»

De regresso a casa
Viria a ser um convite que faria Domingos Soares de Oliveira regressar a Portugal, convite esse que resultaria no seu primeiro grande envolvimento com a vertente dos negócios e as funções de gestão. «Aceitei um convite da Locapor, a primeira empresa de leasing que existiu em Portugal, na qual passei a assegurar a direcção do departamento de informática. Na altura, a gestão foi logo uma experiência muito aliciante, porque do ponto de vista pessoal me ligava a uma vocação de coordenação e de animação de equipas que sempre me agradou muito.»
Apesar de a pouco e pouco a dinâmica da empresa se ter transformado, Domingos Soares de Oliveira nunca equacionou a hipótese de deixar definitivamente a informática para se dedicar totalmente à gestão. Contudo, era por esta última que nutria maior interesse, e ao fim de pouco tempo a preferência acabou por ter os seus efeitos. «Sempre gostei mais da parte de gestão do que propriamente da parte tecnológica, mas não equacionei isso assim. Hoje sei que não sou um tecnólogo e que existe um vasto conjunto de linguagens de programação que já não domino, portanto é natural que vá abandonando a área. Não deixo de prestar atenção ao que se faz, mas desde há algum tempo que a minha carreira é de gestor.»
Á Locapor seguiu-se a Unisys, em 1988. Em causa estava um novo convite, desta feita para ajudar a lançar a Unisoft, uma empresa de software e de serviços, da Unisys, que tinha como accionistas uma série de outras empresas, entre as quais a Compta, a Marconi, a Tranquilidade e a Norma. «Na Unisoft, assumi primeiro funções de chefe de projecto, depois de director de sistemas de informação e finalmente de director-geral, fazendo um percurso de quatro anos até à chefia da empresa, onde me mantive durante mais dois anos. Foi uma experiência interessante, porque tive a oportunidade de acompanhar a criação e de estar envolvido nos trâmites de lançamento da empresa, e isso é realmente o que mais me agrada: criar projectos, dar-lhes corpo e fazer deles concretizações claramente estruturantes.»
Mas nem tudo foi fácil. Impondo-se no mercado como uma das primeiras empresas do sector dos serviços quando as software houses davam os primeiros passos, a Unisys passou por momentos algo complicados... «Foi curioso e ao mesmo tempo angustiante, porque durante uns meses tivemos de inventar trabalho e fingir que trabalhávamos, porque pura e simplesmente não tínhamos clientes. Felizmente, depois surgiram dois ou três projectos marcantes e a partir daí a empresa desenvolveu-se.» Mas não tanto quanto as aspirações de Domingos Soares de Oliveira desejavam. Apesar de pela primeira vez se ter visto inserido no ambiente das multinacionais e de ter no «Power Point» um dos maiores aliados – «porque tinha de apresentar muitos orçamentos, muitas estratégias e muitos resultados» –, a Unisys manteve-se ligada a um conjunto restrito de clientes, que contudo já não satisfaziam plenamente o gestor. «Uma vez que os clientes da Unisys não asseguravam no mercado português a dimensão de que precisávamos, houve que equacionar fazer as coisas de maneira diferente. Como não era possível fazê-lo ali, saí em 1992 para uma nova empresa.»

O Benfica
A nova empresa era a Geslógica, integrada no universo Prológica. Objectivo: criar uma organização que em vez assegurar a parte de equipamentos e hardware tratasse do software e dos serviços. «Aceitei, e fui o primeiro accionista individual.» O projecto foi um sucesso. Iniciando-se no mercado em 1992 com duas dezenas de pessoas, chegou a 1997 com mais de cem colaboradores, altura em que foi comprada pela primeira multinacional europeia de software e serviços, a Cap Gemini. Por volta do ano 2000, eram já seiscentos os funcionários da Geslógica e nem o rumor de um possível processo de fusão com a Ernst & Young abalou o rumo da próspera empresa. «Concluímos a fusão em Portugal sem grandes complicações e em finais de 2001 fui convidado para actuar com o presidente da empresa no mercado espanhol. Isto implicava uma dimensão completamente diferente, de cerca de três mil pessoas, mas mais uma vez aceitei o desafio e em 2002 e 2003 desenvolvi o projecto na dimensão ibérica. Depois, a partir de 2004, e por motivos de ordem vária, extinguiu-se a relação que existia com a Cap Gemini e eu decidi tomar um novo rumo.» Como ao longo dos cerca de vinte anos de empresas já tinha conseguido uma posição em que era difícil existir um próximo passo, e voltar a repetir passos também não era algo que estivesse nas suas intenções, Domingos Soares de Oliveira aceitou um convite que entretanto recebera do presidente do Benfica e em 2004 assumiu o papel de presidente da Comissão Executiva do clube da águia.
Mudança dramática a que foi assumida pelo gestor. Dramática, mas calculada. «O facto de ser um projecto muito diferente da minha carreira no universo da informática e da consultoria correspondia às minhas expectativas em termos de mudança. Contudo, das pessoas que consultei em relação à proposta que me foi feita pelo Benfica, noventa por cento disseram-me para não aceitar...» Escusado será dizer que o futebol no mundo dos negócios não era das coisas mais bem vistas, mas esta foi uma situação que também o clube lisboeta se viu obrigado a ponderar. «Bem vistas as coisas, o Benfica estava a apostar num gestor profissional. E o que é certo é que quando as coisas são suficientemente ponderadas acabam por correr bem. Quando entrei sabia exactamente o que me esperava. Tive zero surpresas, e sinto-me extremamente satisfeito com a experiência. Há muito tempo que não sentia tanto gozo no dia-a-dia.»
Depois de um projecto inicial em que as seis empresas detidas pelo Benfica passaram a ser vistas como um todo em termos de gestão, segue-se mais um grande desafio para o presidente da Comissão Executiva do clube: a fusão entre a Benfica – Sociedade Anónima Desportiva (SAD) e a Benfica Estádio. Mas nada que assuste em demasia Domingos Soares de Oliveira. Conta com o apoio dos cerca de trezentos funcionários da casa e dos cento e quarenta mil sócios (número sempre a mudar, pois a cada dia que passa entram cerca de mil, à conta do inovador sistema do kit «Novo Sócio do Benfica»), sócios seguramente ávidos de repetir a proeza desportiva da época de 2004/ 2005. E por falar nisso, que tal vão os negócios com os campeões nacionais? «Houve reflexos da vitória, não só em termos de motivação de toda a equipa como de impacto do ponto de vista das receitas, as directas, pelo facto de participarmos na Liga dos Campeões, e as indirectas, através da venda de merchandising e de adesão de mais sócios.»
Assim como sofrem os adeptos, de cada vez que a bola bate na trave ou teima em não ultrapassar o guarda-redes, assim sofre igualmente Domingos Soares de Oliveira, adepto e sócio do clube. «Sofro pelo Benfica, mas de maneira diferente do normal torcedor, porque se este fica satisfeito quando a bola entra e insatisfeito quando a bola não entra, eu penso nisso e no quanto fico satisfeito por ver o estádio cheio e muitas camisolas do novo modelo vendidas e insatisfeito com o inverso. É impossível para mim ver um jogo de uma maneira simplesmente apaixonada, sem a perspectiva financeira, até porque uma coisa está associada à outra.» E o que responde a quem ainda levanta a voz para questionar o seu clubismo? «Sou do Benfica, e mesmo que não fosse, depois de cá chegar não há outra hipótese senão vestir a camisola.»
Trocar o futebol por outro desporto, só mesmo pelo golfe, que pratica com amigos, «pelo menos uma vez por semana», em Belas. O resto do tempo divide-o com a família, a mulher e três filhos, cujo clube do coração não nos foi revelado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Enganou-se no e-mail...

Vem hoje no Record. Enganou-se no endereço de e-mail e pronto, rua.

«Vieira nem sequer sabe os nomes de todos os vices»
AS CRÍTICAS DE ANDRADE E SOUSA, EX-LÍDER DO DEPARTAMENTO JURÍDICO ENCARNADO
Afastado do comando do departamento jurídico do Benfica, tece críticas ao poder e influência que adeptos de Sporting e FC Porto têm na cúpula encarnada com o beneplácito do presidente e em detrimento dos membros da direcção eleita

RECORD – Foi despedido do Benfica porquê e por quem? ANDRADE E SOUSA – Não se pode dizer que tenha sido despedido. Havia, por exigência minha, um contrato de prestação de serviços. Quando o clube quisesse ver-se livre de mim, podia fazê-lo sem constrangimentos nem cláusulas indemnizatórias, ao contrário do que acontece com muitos que por lá andam. O Benfica prescindiu dos meus serviços na sequência de um e-mail que enviei para a pessoa errada. A minha saída não se resume, contudo, a esse facto e é injusto passar-se essa imagem. Foi um pretexto, pelo que tenho o direito de me defender e não aceito ser tratado como um produto descartável. R – Qual o teor desse e-mail? E por que fala em pretexto? AS – Tecia considerações sobre as características profissionais do dr. Domingos Soares Oliveira [administrador executivo da SAD]. Ele teve acesso ao teor da mensagem e aproveitou-se disso para se ver livre de mim. O e-mail tinha como destinatário um amigo. Só que, por engano, enviei-o para um colega, Bernardo Faria de Carvalho [assessor da SAD], que, embora percebendo que não lhe era dirigido, submisso ao chefe, reencaminhou-o para Soares Oliveira. R – A quem se destinava então o e-mail? AS – Não vou dizer o nome do meu amigo. Quero protegê-lo e tratou-se de algo privado e confidencial. Nem o conteúdo do e-mail. Posso apenas garantir que não retiro uma vírgula ao que escrevi e que o mesmo tecia considerações de natureza exclusivamente profissional. R – O seu “amigo” está ligado ao Benfica? AS – Está ligado ao universo do Benfica… R – É dirigente? AS – Não. R – O que se passou depois de Bernardo Faria de Carvalho reencaminhar a mensagem para Soares Oliveira? AS – Acabou por ser Soares Oliveira a dar amplitude a esse facto. Depois de receber o e-mail do subordinado, revelou-o, desprotegendo inclusivamente o informador. Serviu-se do meu e-mail, de natureza privada, para exigir a minha cabeça numa reunião de direcção. Colocou-a entre a espada e a parede. “Ou ele ou eu”, chegou mesmo a dizer ao presidente. R – Mas isso foi só um pretexto, segundo diz. Quer concretizar? AS – Havia, há cerca de um ano, um grande desgaste na minha relação com o dr. Soares Oliveira, resultante do facto de criticar, interna e repetidamente, a presença de sportinguistas e portistas na estrutura profissional do Benfica. O dr. Soares Oliveira está no topo da pirâmide dessa estrutura e tem enorme poder e influência sobre Luís Filipe Vieira. O presidente dá-lhe esse estatuto e fala com ele vezes sem conta todos os dias. R – Todos sabemos que Soares Oliveira é simpatizante do Sporting. Isso quer dizer que, na sua óptica, não serve o Benfica com competência? AS – Não é uma questão de competência. Simplesmente, as grandes decisões do Benfica são tomadas por pessoas que não sentem o clube. Não gostam dele e movem-se por uma agenda própria. Hoje estão no Benfica, amanhã noutro lugar qualquer. R – Soares Oliveira não gosta do Benfica? AS – Não ama o Benfica como um benfiquista. Gosta daquilo que o Benfica lhe pode oferecer: notoriedade e um projecto profissional interessante. R – As grandes decisões, segundo argumenta, são tomadas pelos profissionais de cúpula, curiosamente adeptos de outros clubes. Qual então o papel dos vice-presidentes, sabendo que foram eleitos, há um ano, seis elementos efectivos e dois suplentes? AS – Um papel meramente decorativo. Luís Filipe Vieira nem sequer sabe os nomes de todos os vice-presidentes. Vi-o, há dias, a perguntar directamente o nome a um deles… Alguns são completamente marginalizados por uma estrutura profissional, que é necessária, mas que não pode desprezar os dirigentes eleitos. R – Além de Soares Oliveira, quem mais toma decisões importantes ou tem grande influência sobre o presidente? AS – O dr. Paulo Gonçalves [assessor jurídico da SAD], portista desde pequeno. Começou no departamento jurídico do FC Porto, com Pinto da Costa. Passou depois para o Boavista, na administração Loureiro. Eu próprio, pelo Benfica, e ele, ao serviço do Boavista, tivemos lutas enérgicas em reuniões da Liga. Trata-se de um portista da era Pinto da Costa, que já defendeu importantes posições contra o Benfica e que tem acesso, actualmente, aos documentos mais importantes e sigilosos da área jurídica do clube. R – Ainda não colocou em causa o profissionalismo ou a lealdade de Soares Oliveira e Paulo Gonçalves. Trata-se tão-só de uma questão de princípio?… AS – Não coloco isso em causa, assim como eles também não podem questionar a minha honestidade e competência. Não me envergonho de nada que tenha feito. Mas os benfiquistas merecem saber o que têm em casa. Soares Oliveira exorbita funções. É um pequeno ditador que só sabe funcionar com pessoas submissas. Ele afasta todos os que são incómodos. Como eu era incómodo, benfiquista, e afirmava não gostar de sportinguistas e portistas à frente do meu clube, fui afastado. R – Pelo cenário traçado, o Benfica parece estar em guerra aberta… AS – Não diria guerra aberta. Mas existe, de facto, um clima de grande tensão no interior do clube.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O lobo e os guerrilheiros

O título deste post não é bem meu, é adaptado do de um romance do escritor Bento da Cruz (o premiado «O Lobo Guerrilheiro»). Fiz a adaptação para este excerto da entrevista recente de António Lobo Antunes à revista «Visão» (não li a entrevista, que tem sido muito comentada); o excerto foi-me enviado por e-mail pelo meu amigo (e grande benfiquista) Carlos Perdigão.
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
Já agora, informações sobre o autor de «O Lobo Guerrilheiro», aqui e aqui, por exemplo.